segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Café e pizza Dicas de Nápoli e Roma por Francis Bicca


Café e pizza Dicas de Nápoli e Roma
Viva Nápole!!!
Nápole tem o melhor espresso e a melhor pizza do mundo. Estive em Nápole dia 07 e janeiro de 2009 para uma pesquisa intensa e recompensadora. Fui ao Gambrinus Café, depois ao Café do Professor e em outros aleatoriamente e pude comprovar que lá você toma o melhor café do mundo, mas com nosso grão brasileiro que nem colocamos os olhos. Excepcionalmente tomei uma vez no Santo Grão da Oscar Freire em São Paulo um café de lote excepcional, custa o quádruplo do normal, mas vale a pena, e outra vez um lote raro arrematado há dois anos pelo Antonello Monardo, italiano radicado em Brasília, mas foi só. Aliás, considero esses dos dois melhores cafés do Brasil, em sabor. O café Suplicy em São Paulo é só ambiente, e um café honesto. Antes que os fãs do Nespresso do Brasil cortem minha cabeça como a rainha de “Alice no país das maravilhas”, vou logo falando; gosto da Nespresso, quando vou à Paris sempre compro o lançamento que ainda não chegou aqui, tenho minha maquininha na sala, mas não passa de uma boa e prazerosa diversão, pois os saches já compactados sempre serão inferiores aos café moídos na hora.
Por que não temos aqui o melhor café para ser tomado e temos o melhjor grão/ Não é nenhum enigma de tostines, a resposta pode ser cruel mas é fácil e objetiva: Os italianos, principalmente, vem todo ano ao Brasil para arrematar as melhores sacas de café, os melhores lotes produzidos, tal qual os milionários americanos arrematam os melhores lotes franceses e vendem em Nova Iorque os melhores vinhos franceses do mundo com preço melhor que na França. Ou seja, lembrando o mercado de futebol, levam embora nosso melhores. Apesar da evolução dos cafés colombianos, jamaicanos, etíopes, vietnamitas, ainda temos o melhor grão, pela combinação de solo, altitude, processo de seca natural, mas nem de longe colocamos os olhos nesses grãos, nem na sua torra feita em terras estrangeiras, e finalizadas em máquinas italianas de espresso, as melhores máquinas do mundo, fora os baristas, que do mesmo jeito que o baiano nasce subindo no pé de coco o italiano nasce com a mão boa do barista, naquele movimento que dura segundo e meio, mas é o suficiente para tornar seu café de grão perfeito, moagem perfeita, torra perfeita em um grande cru de café na xícara ou em um café apenas bom. Tem o fator cultural, pois o brasileiro tem orgulho de falar que é o maior pordutor de café d mundo mas ao contrário do italiano não exige internamente consumir o melhor café que aqui há. O italiano é tão apaixonado por café, que ano passado foi capa de um grande jornal de circulação nacional o fato da Itália ter dito “não à americana Starbucks”, pois o café italiano é BM e barato, tornado a competição perigosa para a Starbucks, que vend em média seu café por dois a três euros, sendo que é comum se tomar na Itália café por menos de um euro, e dos melhores.

Em Nápoli tem aos montes o melhor grão de café do mundo, brasileiro, cem por cento arábica, dos melhores lotes. Tem também as melhores máquinas de espresso, calibradíssima, como se fosse uma Ferrari em oficina. Tem torrefadoras fantásticas, que torram o café numa precisão nipônica, e para arrematar tem a mão boa do italiano barista para dar a prensa no café moído, para tão logo para jorrar em apenas trinta mililitros no máximo (um curto), de preferência, e vinte e cinco mililitros, (um ristreto), curto dos curtos, um malte perfeito, o melhor café do mundo.
Quanto as Pizzas, eu tenho escutado muito brasileiro dizer que as Pizzas de São Paulo são as melhores do mundo, mas entendo em parte esses comentários. Essas pessoas comeram pizza em Roma (algumas nem isso, é patriotada pura), que realmente as melhores de Sampa não ficam a desejar as de Roma. Contudo, o melhor da gastronomia italiana, incluindo pizza, estará quanto mais longe de Roma for. Falando em pizza, meu primo Gil, dono do Baco Pizza em Brasília, para mim que rodei comendo pizza no Brasil, é a melhor pizza do país, desculpe-me os paulistas, me aconselhou a fazer o que ele fez, indo atrás da melhor pizza do mundo, ou seja, de novo Nápoli, capital do café, da pizza, e do lixo da máfia. Fui a Pizza Ettore na Via Santa Luzia (que lá se pronuncia Santa Luchía), uma aconchegante rua paralela a rua virada para o Golfo de Nápole, com vários bons restaurantes. Primeiro pedi como antepasto uma Mussarela de Búfala, a melhor da minha vida. Infelizmente não teremos uma dessa, pois o leite lá é muito melhor, questão de pastagem e outros detalhes que não sei precisar. Pedi então duas pizzas, uma Margherita e outra com salame picante. As melhores pizzas da minha vida. Melhor trigo, melhor mussarela, melhor tomate, tudo no forno a lenha, isso faz da pizza napolitana uma das melhores do mundo. De noite fui a Pizzaria Brandi, a mais antiga e tradicional de Nápoli, muito citada em guias de turismo. É um pouco pega turista, com um senhor napolitano cantando nas mesas, depois passando com seu chapéu recolhendo seu couvert artístico por três músicas. A pizzaria cobra obrigatoriamente quinze por cento de taxa de serviço mais uma taxa de mesa de um euro e oitenta (se chama “coperto”, muito cobrado em restaurantes na itália, seria um couvert sem pão como diria meu amigo e companheiro de viagem na Itália, Glaidson Ivan). Tirando isso pedi uma pizza chamada Don Vincenzo, homenagem ao patrono da casa (me senti naquele restaurante do Poderoso Chefão onde o Al Pacino mata dois “cappo dei cappo” de uma vez só, cena clássica, arma escondida no banheiro). A pizza Don Vincenzo vem alicchi (ressalto que eu detestava alicchi pois o nosso é muito salgado. arrisquei e acertei, o deles é dessalga perfeita), mussarela (que mussarela), alcaparras (maravilhosa alcaparras!), molho de tomate e só. Maravilhosa. Foi a segunda melhor pizza da minha vida. A Pizza Brandi fica na Via Chiaia, perto a Piazza del Plebisicito (aliás, a praça mais linda que vi na Itália), assim como os dois grandes cafés que citei fica por ali.
Táxi em Nápoli
Parecido com Roma, eles sempre vão te enganar, mas nuca muito dinheiro (como se em Salvador, Rio ou Recife você nunca encontrasse um tipo desse). Em Roma o taxista inventa uma taxa de dois euros por que saíram da Estação Termini (só falam depois que você chega no seu destino) e em Nápoli inventam um preço fixo de dez euros de rodar no centro, numa corrida que sairia por seis euros. O ideal é pagar e relaxar, curtir aqueles momentos de gula. Sempre que você pensar, em dez, vinte, trinta anos, sentirá a sensação daquela pizza ou o sabor daquele café no fundo da boca, isso não tem preço. Vá à Napoli, mesmo que ouça histórias de que Nápoli é suja, pois a máfia é dona das lixeiras, que eles gritam muito, que te enganam no táxi, que o trânsito é um caos, isso tudo vai debaixo do tapete depois de você sorver o melhor café da sua vida e de mastigar cada pedaço da melhor pizza do mundo. Só uma ressalva, Roma também se toma belo expresso, em poucos lugarres, como o Antico cafe de brasile, na via
serpenti, transversal a via nationale. Agora existem um bonito e gostoso café, muito inferior no sabor ao café njapolitano, chamado Antico Café Greco, na luxuosa via condotti, que os Romanos adoram e é o café mais antigo da cidade. Não vá pensado em tomar lá um grande café, mas um bom café. Agora a grande propagand enganosa se chama café saint Eustachio, na Piazza Saint eustachio próximo ao Pantheon. Caro e razoável, nada mais que isso, mas vive lotado dia e noite. Tem o café especial saint eustachio que já vem adoçado, e muito por sinal. Há um aviso ao público que o café de lá já vem adoçado e quem quiser que peça sem açucar. Tazza D'oro, em frente ao Pantheon, muito ruim. Vale comer uma lasanha no Barochio, perto do Pantheon, uma pizza a menos de dez euros no Zio Ciro, que tem em três locais em Roma, a melhor pizza de Roma continua sendo a da Baffeto 2, que agora fica na Piazza del teatro di Pompeo, do outro lado Via Vitorio Emanuelle. A Da baffetto 1 vive fechada fica na Via del governo vechio, mas nenhum guia tem atualizado isso.
Dicas:
1-Na Estação Termini de Roma tem dezenas de bilheterias automáticas, em vários idiomas inclusive português, onde você pode comprar seu bilhete de viagem regional, é bem explicativo, muito fácil de operar, mas para "bate e volta", ou seja, retornar no mesmo dia que foi, que é mais barato, só pode ser adquirido direto na bilheteria. Outra opção de compra é pela internet pelo site www.trenitalia.com.
2- De Roma para Nápoli vá de primeira classe, dez euros mais caro, mas sempre vai mais vazios, além de mais conforto. Chegando em Nápoli se guie pelas suas anotações prévias, mapas, dicas, não conte com o serviço de informações turísticas da Estação Nápoli Centrale (sempre fechado, horários que só eles sabem) , ou de algum funcionário. Ninguém fala mais que italiano, são pessoas humildes, a impressão que dá é são todos escolhidos pela Cosa Nostra ou Camorra, e que não tem a menor obrigação de entender ninguém que fale uma língua de outro país.
3- A Estação Nápoli Garibaldi nada mais é que uma estação que fica no subsolo da Nápoli Centrale. Não se assuste se comprar o retorno para Roma saindo da Nápoli Garibaldi, ou se tiver que tomar um trem para Pompéia saindo da Nápoli Garibaldi. O trem de Nápole Garibaldi para Pompéia sai de meia em meia hora e o bilhete pode ser adquirido numa banca de revista dentro estação Nápole Centrale. Onde se lê Bus no bilhete nã entenda ônibus e faça como esse cara pálida que ficou circulando fora da estação Nápole Centrale procurando de onde sai o trem. O Bus é trem mesmo, e parte para pompéia da Nápoli Garibaldi, simplesmente no subsolo da Nápolce Centrale (há plas indicando onde descer para Nápole Garibaldi.
4- Todos aqueles bons preços que você pagou em Roma em vestuário você pagará mais barato na Via Humberto I, uma longa avenida saindo da Estação Nápole centrale. Vale a pena bater perna por essa avenida. Tanto os bons preços de Roma quanto os de Nápoli são referente a grande promoção que tem em toda Itália em janeiro, chamada SALDI.
5- Para quem vai fazer um bate e volta como fiz recomendo ir á pé da estação Nápole Centrale até a Via Humberto, percorrê-la até o Castelo do Ovo, ir pela esqueda beirando o mar e apreciar o belo Golfo de Nápole, subir as escarias que ficam em cima do túnel e já sair no bairro Santa Luzia, ir a Via Santa Luzia dirto ao Ettore ristorante, comer qualquer pizza. Ir á galeria Humberto I e à praça do Plebiscito, ao lado estão os cafés Gambrinus e café d professor (este tem uma placa “aqui é o verdadeiro café do professor, não seja enganado, cuidado. Um barato essa placa, vale a foto). Depois as sete horas abre a Pizza Brandi, coma mais uma pizza, toma mais um espresso, e retorne feliz à Roma.

2 comentários:

Paula França - Artista plástica e psicanalista. disse...

fiquei emocionada ao 'rever' napoli através de suas palavras...concordo com tudo que escreveu..

um aabraço

paula frança

Anônimo disse...

Segui a dica e fui ao Etore,cheguei as 8hs,depois de 20m de espera,inicio com mozzarella de bufula e depois uma pizza margherita e uma campagnolo(mozzarela,parma e rucula),show de bola,soh italianos,sem turista e fila fora,lugar pequeno,o pizzaiolo fica de frente as mesas, va sem errar,sobremesa pasticeira napoletana, eh a melhor pizza de Napoli